Sobre o Elton

Meu nome é Elton Fior, mais conhecido pelos meus amigos como Eltinho. Sou jogador de Ma­gic desde 1996 e costumo me referir como semi-pro semi-aposentado.

Eu tive bons resultados em minha carreira de Magic: 2 vezes vice-campeão brasileiro, ganhei 4 Pro Tour Qualifiers (eventos que dão vaga e passagem aos grandes torneios, os Pro Tour) e fui parte da seleção brasileira que ficou em 4º lugar no mundial de 2006 em Paris.

Mas me considero semi-pro porque nunca fiz a transição integral onde Magic fosse minha atividade exclusiva e semi-aposentado porque raramente jogo hoje em dia, exceto em eventos grandes, mas mais para re­ver os amigos do que por conta do campeonato em si.

Quando eu deixei Magic um pouco de lado em 2011 para lidar com os problemas da vida adulta (formar e casar), o passatempo que surgiu em minha vida foi o World of Warcraft. Eis que em maio de 2014, meu amigo Fernando Barros me apresentou esse que é o jogo que une os elementos de Magic com o WoW em uma plataforma leve, interativa e altamente viciante, especialmente para quem veio da decepção que foi a V3 do Magic Online.

Decks de Hearthstone

Eu costumo dizer que embora Magic seja um jogo melhor do Hearthsto­ne, HS está muito à frente do Magic Online. HS é prático, leve e, o grande ponto de vantagem, roda no celular. Outra vantagem do Hearthstone é a questão tempo: se eu quiser jogar um jogo valendo qualquer coisa no Magic Online, eu preciso separar de 2 a 3 horas do meu tempo para isso. Hearthstone eu jogo enquanto espero minha esposa se arrumar para sair.

E por último, mas não menos importante, o Hearthstone te permite jogar de graça. Algumas pessoas argu­mentam que, apesar disso, o jogo é “Pay to Win” (jogos nos quais é muito mais fácil ganhar quando você investe dinheiro de verdade) e eu discordo.

Elton, você já gastou dinheiro no Hearthstone?

É verdade que com investimento em dinheiro você consegue montar baralhos mais rapidamente e eu inclusive recomendo para quem está começando comprar as aventuras em dinheiro e não em ouro se existir essa possibilidade, mas eu sou um exemplo de que é possível ter praticamente todos os baralhos que você quiser e jogar até o nível lendário sem ter que declarar falência. Eu jogo desde maio de 2014 e até hoje não gastei nenhum centavo.

Eu comecei jogando Arenas atrás de Arenas para expandir a minha co­leção e no primeiro mês eu montei um Rogue Midrange que me levou ao Rank 5.

Tinha que ser Rogue (Ladina), porque era só disso que eu jogava no WoW (saudades do meu Bodewell). E as­sim eu fui juntando cards e ouro até que com 95 wins no modo ranqueado, eu terminei de montar o Miracle.

Se vocês não sabem, antes dos nerfs no Leeroy Jenkins e no Leiloeiro de Ge­ringontzan (Gadgetzan Auctioneer), existia um bicho papão no Hearthstone – o deck de Miracle. O princípio era usar o Leiloeiro para comprar um monte de cards e fechar o combo Leeroy Jenkins + 2 Passo Furtivo (Shadowstep), que antes do nerf totalizava 18 de dano por 8 manas. Essa belezura me rendeu meu primeiro herói dourado. Mas não foi com esse deck que atingi o nível lendário pela primeira vez.

Subindo de nível

A Blizzard, algum tempo depois do lançamento oficial de Hearthstone, anunciou a sua primeira expansão, Naxxramas. E foi uma baita expansão, com cards que até hoje definem o ambiente de jogo no formato Livre.

O poderoso Coveiro antes do nerf.

Mas um card estava acima de todos os outros, o Coveiro (Gravedigger). Ao contrá­rio da versão pós-nerf, que só ganha +1 de ataque, o Coveiro original ganhava +1/+1 e era sim­plesmente idiota. Usando uma lista de Hunter que eu apelidei de Mad Trapper (por causa dos Cientistas Loucos (Mad Scientist) e das armadilhas (Traps), eu cheguei pela primeira vez no ní­vel lendário.

Por fim, vieram os nerfs, eu consegui o Rogue dourado e estava na hora de jogar de alguma coi­sa nova. Goblins VS Gnomos me viu jogar bastante de Mech Mage, mas minha nova paixão só veio com Montanha Rocha Negra: Patron!

O deck de Freguês Carrancudo (Grim Patron) era um absurdo, e eu que nunca tinha jogado um jogo de Guerreiro sem ser na Arena consegui meu segundo herói dourado antes que o deck fosse nerfado.

Ao contrário do Rogue, todas as 500 vitórias foram de Patron.

E então com o Grande Torneio, eu joguei de Desafiante Misterio­so (Mysterious Challenger) até enjoar e adicionei mais um herói dourado para a coleção, obtido ironica­mente na manhã de Natal (para quem não sabe, o apelido do Desafiante era árvore de Natal, por causa do formato que a pilha de segredos que ele invocava fazia no Paladino).

Desde então eu não me foquei em mais nenhuma classe específica, mas fiquei testando vários decks no formato Padrão, procurando obter a maior quantidade heróis dourados e atingir o Rank Lendário sempre que possível, sem nunca deixar de lado as Arenas para expandir a coleção.